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Lançamento - Quantificação de Clostridium perfringens pela Real Time PCR


23/03/2018

O banimento do uso de antibióticos promotores de crescimento da alimentação animal na União Europeia, devido à preocupação com a disseminação da resistência antimicrobiana, tem resultado na maior prevalência de doenças economicamente importantes, como a Enterite Necrótica (Van Immerseel et al., 2009). A enterite necrótica geralmente ocorre em frangos de corte em cerca de 4 semanas após a eclosão e é encontrada em todas as áreas de produção avícola do mundo (Dahiya et al., 2006). Pode apresentar-se como doença clínica aguda, caracterizada por súbito aumento na mortalidade do rebanho, muitas vezes sem sinais prévios, embora a cama excessivamente úmida seja um indicador precoce da doença. As taxas de mortalidade podem às vezes subir até 50% (Riddell & Kong, 1992). Nos últimos anos, a forma subclínica tornou-se mais prevalente, com dano crônico da mucosa intestinal levando a perdas de produção devido à má digestão e absorção, ganho de peso reduzido e comprometimento na taxa de conversão alimentar (Kaldhusdal et al., 2001).

O intestino de aves que sofrem de enterite necrótica contém grande número de C. perfringens - até 106 a 108 unidades formadoras de colônias/g do conteúdo intestinal, enquanto que, em frangos saudáveis, encontram-se de 0 a 105 unidades formadoras de colônias/g de conteúdo intestinal (Craven, 2000; Si et al., 2007).

C. perfringens pode ser quantificado em conteúdos intestinais de frango por metodologias padrão de contagem de placas, o que é trabalhoso e demorado, já que as colônias positivas presuntivas têm de ser confirmadas com testes bioquímicos adicionais, ou pela
PCR em Tempo Real, que oferece alta sensibilidade e especificidade, além de precisão em quantificações em faixa muito ampla (Wise & Siragusa, 2005), principalmente para aves criadas livres de drogas, mais vulneráveis a doenças de desequilíbrio bacteriano, já que a comunidade microbiana no íleo é mais diversa (Knarreborg, 2002).

 

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Craven, S.E. 2000. Colonization of the intestinal tract by Clostridium perfringens and fecal shedding in diet-stressed and unstressed broiler chickens. Poultry Science, 79: 843–849.

Dahiya, J.P., Wilkie, D.C., Van Kessel, A.G. and Drew, M.D. 2006. Potential strategies for controlling necrotic enteritis in broiler chickens in post-antibiotic era. Animal Feed Science and Technology, 129: 60–88.

Kaldhusdal, M., Schneitz, C., Hofshagen, M. and Skjerve, E. 2001. Reduced incidence of Clostridium perfringens-associated lesions and improved performance in broiler chickens treated with normal intestinal bacteria from adult fowl. Avian Diseases, 45: 149–156.

Knarreborg, A., M. A. Simon, R. M. Engberg, B. B. Jensen, and G. W. Tannock. 2002. Effects of dietary fat source and subtherapeutic levels of antibiotic on the bacterial community in the ileum of broiler chickens at various ages. Appl. Environ. Microbiol. 68:5918–5924.

Riddell, C. and Kong, X.M. 1992. The influence of diet on necrotic enteritis in broiler chickens. Avian Diseases, 36: 499–503.

Si, W., Gong, J., Han, Y., Yu, H., Brennan, J., Zhou, H. and Chen, S. 2007. Quantification of cell proliferation and alpha-toxin gene expression of Clostridium perfringens in the development of necrotic enteritis in broiler chickens. Applied and Environmental Microbiology, 73: 7110–7113.

Van Immerseel, F., Rood, J.I., Moore, R.J. and Titball, R.W. 2009. Rethinking our understanding of the pathogenesis of necrotic enteritis in broilers. Trends in Microbiology, 17: 32–36.

Wise, M. G., & Siragusa, G. R. (2005). Quantitative detection of Clostridium perfringens in the broiler fowl gastrointestinal tract by real-time PCR. Applied and environmental microbiology, 71(7), 3911-3916.